sexta-feira, 14 de março de 2014

Tom Brown Tracker, mais que uma faca um mito!

Tom Brown Tracker, mais que uma faca um mito!



Decidi abordar esse assunto por dois motivos, primeiro que sou um fã, apaixonado pelo modelo original, segundo pelas grandes quantidades de replicas existentes hoje, tanto que cuteleiros como de marcas conceituadas de cutelaria.

O primeiro contato com a Tom Brown Tracker não poderia ser mais contagiante, ao assistir o filme “Caçado” fui apresentado ao que seria meu objeto de desejo por anos.



E por ser um grande admirador da cutelaria artesanal, tive várias boas oportunidades de negócio na compra de modelos inspirados na Tracker, sempre sem hesitar fiz as aquisições, mas nunca fiquei satisfeito, acabei até desiludido com o modelo, pois pensei que não me atendesse, e que no fundo fosse apenas marketing. Mas pelos depoimentos de seus felizes proprietários, sempre os gringos claro, afinal ela acaba por ser rara no Brasil, já que não tem um importador oficial e seu custo alto, não permitem que os brasileiros a tenham como uma faca para o dia a dia e em suas aventuras.

Vou falar um pouco mais das minhas experiências com as réplicas. Tive 03 modelos de 03 cuteleiros diferentes e todas facas estranhas, sim estranhas, não entendia e não sabia como aproveite-las.
Sempre que tentava usa-las no mato era uma decepção, desajeitas e sem função pratica eram quase que inúteis e difíceis de afiar, pegadas estranhas, bainhas desajeitadas que prendiam a faca e outros detalhes que as tonavam só piores.

No natal de 2012 ganhei a então sonhada faca, a Tom Brown Tracker da Top´s Kinives USA, modelo T-1. Passada toda emoção foi hora de analisar a faca, e que faca. Ela veio acompanhada de um manual de utilização, manutenção e técnicas de sobrevivência.



Todas as péssimas impressões que as replicas deixaram ficaram para trás. Com uma pegada incrível, afiação, detalhes, balanceamento, bainha impecável, essa faca é o que definitivamente existe de melhor, mais funcional em matéria de faca.

Entendi quando Tom Brown disse que a melhor faca para sobrevivencialismo ainda não tinha sido inventada, mas que ele ia criar, ele falou serio. Mas agora vamos conhecer um pouco da história desta faca tão emblemática. Peguei alguns textos na internet que achei interessante para compor este material.







Origem da Tom Brown Tracker
Fonte: http://protocolo042.wordpress.com/2012/04/27/125/ http://www.trackertrail.com/trackerknife/index.html

A primeira versão da faca foi feita à mão por Ed Lombi. Quando ele parou de produzir, Tom Brown procurou outro fabricante. Ele encontrou Dave Beck, que desenvolveu melhorias à faca. Depois de dez anos, a produção novamente parou. Em 2001, Tom Brown procurou um fabricante que poderia suprir regularmente a demanda. TOPS USA é agora o desenvolvedor líder da arte que é essa faca de sobrevivência.





Modelo de Dave Beck










História da Red Scorpion Predator WSK

A Predator Wilderness Survival Knife (WSK) foi inspirada na faca artesanal de Dave Beck. Desde que Beck parou de fazer a faca, a Predator WSK foi produzida com uma série limitada de apenas 1.000 unidades. Por causa da constante procura por facas de sobrevivência, a Red Scorpion Six Blade decidiu continuar a produção com a sua versão. Raven WSK com ESK (Everyday Survival Knife) como sua faca utilitária.

Diferenças entre Tops Tom Brown Tracker e Red Scorpion

A Tops é uma faca de sobrevivência utilitária projetada por Tom Brown. É uma faca "tudo em um", portátil, bastante útil para cortar, picar e serrar. Ela tem duas versões, a T1 e a T2. A diferença é apenas de tamanho e peso. Elas são um pouco caras, mas se você está falando de sobrevivência, então vale a pena. A WSK da Red Scorpion Six Blades tem o mesmo design e desempenho, mas é mais acessível.

Especificações
O Raven WSK e ESK é feita de aço de carbono SKS5. Este tipo de aço é utilizado principalmente em facas e lâminas de serra circulares. O Raven WSK é um refinamento da Predator. Ele tem 33 centímetros de comprimento (lâmina: 17 centímetros, punhal: 15,6 centímetros, cabeça da lâmina: 11 centímetros, largura da lâmina: 6 centímetros, serra: 5,6 centímetros). Sua companheira, a ESK, é boa em todas as tarefas de acampamento. Ela tem 20 centímetros de comprimento e 4 mm de espessura (lâmina: 8,9 centímetros, punhal: 11,5 centímetros, largura da lâmina: 3 centímetros).









Fotos da Tracker Tom Brown da TOPS Knives USA







Especificações
A faca esportiva T2 é feita a partir de 0,6 centímetros de liga de carbono 1095 coberta de tração epóxi preta especial para se tornar à prova de ferrugem. Tem 30 centímetros de comprimento (lâmina: 10,6 centímetros, serra: 5,3 centímetros, corte: 6,3 centímetros, espessura: 0,6 centímetros, peso: 790 gramas). O seu desenho é o mesmo da sua irmã maior, T1, mas foi simplesmente diminuído para reduzir o peso e o tamanho. Também é feita de um aço de 0,47 centímetros, em comparação com as facas regulares que usam aço de 0,63 centímetros.


História

Fonte: http://www.ehow.com.br/diferencas-entre-tops-tom-brown-tracker-red-scorpion-info_19516/
Escrito por Jody Wilber | Traduzido por Lucas Moreira

Sou um curioso sobre facas, e também adoro história, então vou aproveitar a ocasião de um amigo ter produzido uma belíssima faca Tracker e falar um pouco sobre a origem desse design inovador.
Bem, em minhas pesquisas, descobri que este projeto foi criado por Tom Brown, que propôs que esta seria a faca multi funções ideal para sobrevivencialismo.
A ideia para esta ferramenta, veio quando ao ser entrevistado por um reporter, Tom foi questionado sobre qual seria a melhor faca para um sobrevivencialista.
Ao receber a pergunta, Tom ficou pensativo e disse: “A melhor faca para sobrevivência ainda não existe” então o reporter retrucou: “Porque não?” e Tom de pronto respondeu: “Porque eu ainda não criei.” logo após esse comentário o jornalista disse: “Pois esta será uma faca que eu adorarei ver”.
Sete anos e dúzias de projetos depois, o design básico da faca estava pronto, a qualidade do produto era uma preocupação recorrente na cabeça de Tom, e então ele contratou Ed Lombi (é um ferreiro amigo de Tom, mas não achei fotos.), este que trabalhou por muito tempo fazendo modelos, até que Tom decidiu parar os projetos e seguiu com outros interesses.
Algum tempo depois encontrou Dave Beck, que adicionou muitas coisas à Tracker, depois de 10 anos produzindo as facas, Dave desistiu de continuar a produção e a faca sumiu do mercado por algum tempo.
Em 2001 Tom, começou a trabalhar como técnico consultor e escritor em um filme de Billy Friedkin, onde estrelavam Tommy Lee Jones e Benecio Del Torro.
O filme recebeu o título de “Caçado” onde a faca foi usada por Benicio.
Depois disso Tom começou a procurar por uma companhia que pudesse fazer a Tracker em número suficiente para suprir a demanda, nessas condições, ele encontrou Mike Fuller e a TOPS USA, uma das líderes em fabricação de facas tácticas, então a TOPS tomou as rédeas dai pra frente e criou uma arte que service a característica de ferramente de sobrevivência, com isso surgiu o slogam da faca: “Uma vida, Uma Faca” em inglês: “One Life, One Knife.”



Depois de muito curtir a lua de meu com minha Tracker, decidi que era hora de coloca-la no batente. Afinal faca é para usar, na parede só vai quadro.
Vou descrever nesse blog todas as minhas oportunidades de usar esta faca de modo geral como minha principal ferramenta de corte!
Hoje depois de muito estudar o assunto e ter a faca em mãos, sei o por que fiquei tão insatisfeitos com as replicas da mesma.
Todos copiam seu design, mas não copiam suas funções e seus detalhes, na esperança de melhorar algo já perfeito que foi extremamente aprimorado pela TOPS kives USA junto com Tom Brown, acabam pecando e criando ferramentas bem intencionadas, mas mal planejadas.
Em um próximo texto vou explicar a anatomia da faca Tracker Tom Brown na prática!
Espero que tenham gostado do texto e até a próxima!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pesca improvisada e com armadilhas


Além dos métodos convencionais de pesca, utilizando-se de varas e redes, há também outros modos mais primitivos de pesca, utilizando de armadilhas simples e combinações das mesmas, que podem chegar até a ser mais animadas do que as pescarias normais.

Para aproveitarmos melhor essas dicas, é bom lembrar que segundo o manual de sobrevivência na Selva do Exército Brasileiro, os melhores locais para pescar são os poços profundos, ao pé das cachoeiras, no final das corredeiras rápidas ou entre rochedos. Em correntes muito velozes, os peixes costumam se chegar mais para as margens.

Pesca noturna:
À noite, a pesca pode ser muito mais produtiva que durante o dia, pois utilizando se de uma lanterna, archote ou outra fonte de iluminação apontada ao curso d'água, a agitação dos peixes será tão grande, que será possível capturá-los facilmente com arpões ou varas pontiagudas.

Pesca com anzóis
É esse o método mais conhecido e prático, mas numa situação de emergência, onde nos vemos sem os artefatos necessários, torna-se um um desafio improvisá-los. Veja abaixo, alguns exemplos de anzóis:

                                                                Anzóis improvisados

                                                         Anzóis feitos com osso e pregos

                                                                    Anzóis de madeira

                                                               Anzóis de madeira.

Pesca com lança ou arpão de pontas.

Outro artifício que pode ser usado para a pesca são os arpões, lanças ou arpões de pontas. A confecção dos mesmos já fora ensinada aqui no artigo sobre defesa, armas e combate, mas não há segredo: utilizando de uma faca afie uma das extremidades de uma vara (um galho, um bambu, etc) e assim terá uma lança, ou arpão. Dividindo essa extremidade em quatro, e colocando um calço ao meio tem-se então um arpão de pontas. Com Armas às mãos, só é necessário esperar o peixe e acertá-lo com sua arma.


                          Recomenda-se um tamanho maior do arpão de pontas para essa atividade.

Pesca com Redes:

Outro material muito aconselhável para pescaria será a rede, inclusive a de dormir, de malha de camarão, que poderá ser armada como que interceptando um curso de água raso e de pouca correnteza, ficando com uma borda afundada por meio de pesos e a outra à superfície, flutuando, enquanto as duas alças serão afixadas por cipós; será uma espécie de “rede guelras”.

Atordoando o peixe:

Também será possível apanhar peixes jogando-se bombas tipo “cabeça-de-negro” em um remanso, em uma curva de igarapé, em um poço, ou lançando timbó (veneno) à água, o que atordoará os animais. O timbó é uma planta venenosa da qual se aproveitarão as raízes para, após macerá-las,
espalhar nas águas. O timbó possui em sua composição ácido cianídrico e é conveniente retirar o peixe rapidamente da água , pois o efeito químico sobre a carne será reduzido no cozimento que deve ocorrer logo em seguida.


Armadilhas do tipo Curral
Outras armadilhas, conhecidas pelo nome de curral, poderão ser construídas e serão bastante vantajosas, pois nelas os peixes entrarão e permanecerão, às vezes, em grande quantidade e variedade. A construção de um curral dependerá de um estudo do local. Veja nas imagens à seguir alguns tipos de construção de armadilhas para peixes:


Abaixo vemos o melhor exemplo de armadilha do tipo curral, onde se desvia o curso de um rio para conseguir os peixes.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Reconhecendo Plantas Comestíveis

Em momentos críticos, perdidos na mata ou algo parecido, a fome pode ser uma das nossas piores inimigas. Ao se ver cercado de plantas, flores e frutos, o desespero nos manda comer a primeira coisa que nos aparecer à frente, porém não é bem assim que funciona. Algumas das plantas e frutos podem ser venenosas, chegando até ser letais. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar, mas tenha em mente que essas dicas não descartam um conhecimento mais profundo de botânica, e podem ser falhas em algumas das vezes.

Afaste-se das frutas CAL: A sigla CAL quer dizer "Cabeludo, Amargo e Leitoso". Se o fruto em questão tiver essas três características somadas, nem pense em comê-lo. Porém, a existência de apenas uma ou duas dessas características não impede o consumo. O kiwi, por exemplo, tem a casca "cabeluda" e o mamão pode soltar uma espécie de leite .



Procure frutos grandes que estejam bicados por pássaros ou mordidos por animais. Os peritos em sobrevivência na selva garantem que 90% do que os animais comem também pode ser consumido pelos humanos.



Seguir pegadas de pequenos animais é uma boa tática. Ela podem levar até árvores e plantas frutíferas. Ao chegar perto delas e olhar para o alto, provavelmente você irá encontrar frutos mordidos pelos animais.


Muitas raízes e brotos subterrâneos podem ser consumidos crus, como o rabanete e a cenoura. Se você achar um vegetal conhecido, tudo bem comê-lo in natura. Mas, se pintar a dúvida se uma raiz ou broto é comestível, é melhor cozinhá-lo. O inhame bravo, por exemplo, é venenoso cru, mas cozido não.





    Frutinhas agregadas, como a amora e a framboesa, são sempre seguras para comer - apesar de que, em locais em que são consideradas pragas, elas podem conter pesticidas.



    Cozinhe sempre as partes subterrâneas das plantas, para matar bactérias e fungos.
    Descasque frutas tropicais maduras e coma-as cruas. Se tiver que comer uma fruta verde, cozinhe antes. Siga todos os outros testes com estas frutas, a não ser que já saiba que ela é comestível.
    Em geral, evite plantas espinhosas. Se uma planta tiver frutinhas agregadas, elas são seguras.



    Evite cogumelos e outros fungos. Existem muitos fungos comestíveis, mas a maioria é letal, e se você não for um conhecedor de fungos, é muito difícil dizer qual é qual, mesmo depois de ter testado.
    Evite plantas com folhas lustrosas.
    Evite plantas com frutinhas amarelas ou brancas.
    Evite plantas com flores em forma de guarda-chuva.
    Evite plantas com seiva leitosa.



    Não presuma que uma planta que é comestível cozida é comestível crua.
    Não presuma que uma planta é comestível só porque você viu animais comendo ela. As chances são altas, mas não é totalmente garantido!
    Após ter determinado que uma planta é comestível, tome cuidado para colher sempre a mesma planta. Muitas plantas são parecidas.




terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Trilha do monte Roraima







Localizado na tríplice-fronteira, entre Brasil, Guiana e Venezuela, o Monte Roraima é um dos lugares mais antigos da terra, inspirando lendas e livros, como “O Mundo Perdido” de sir Arthur Conan Doyle, em que o platô é repleto de dinossauros e criaturas misteriosas.




Porém, infelizmente lá não se encontra nenhum dinossauro, e sim preguiças-de-bentinho, tamanduás-bandeiras, tamanduás-mirins, antas, tatus-canastras, capivaras, pacas,caititus, cachorros-vinagres, cutias, quatis, juparás, gogós-de-solas, veados, onças, jaguarundis, gatos-do-mato, suçuaranas, gatos-maracajás e ainda primatas, como macacos-da-noite, bugios, bizogues, uacaris-pretos, caiararas e parauacus. Isso em terra, pois no céu ainda temos marreca-toicinho, o falcão-de-coleira, o periquito-de-bochecha-parda, o peixe-frito-pavonino, a corujinha-de-roraima, a coruja-buraqueira, o tico-tico, o tucaninho-verde, além de 5 espécies de Beija-flor e vários tipos de tepuí, Sem esquecer, claro, do mosquitinho Puri-puri, cuja mordida pode coçar por 4 dias e deixar feridas!


A Aventura do Monte Roraima dura cerca de 8 dias, que se iniciam com a partida para a parte Venezuelana do monte, na cidade de Santa Elenna De Uairen, onde se segue para a aldeia de Paraitepui, e se chega ao Parque Nacional Canaima e onde começa a caminhada até o rio kukenan. Após isso, inicia-se uma caminhada de 10 km até a base do monte, onde se encontra um rio e uma base para acampamento.



A subida do monte é ingrime e demora cerca de 8 horas, a maior parte do tempo é em meio a mata, com sobra e pontos de água abundantes. Uma boa ideia na chegada é montar as barracas nas semi-cavernas. No topo você encontra a divisa entre o Brasil, Guiana e Venezuela, o Vale dos Cristais, a Fossa, que é uma grande depressão com uma piscina ao fundo, além de diversas formações rochosas esculpidas pela erosão de milhões de anos e o mirante, chamado Janela com vista para Monte Kukenan, tepuí que está do lado do Monte Roraima, e de onde se vê a proa do Monte Roraima, além da selva da Guiana e pelo menos umas 20 cachoeiras, se tiver chovido no dia anterior . A maior atração do monte são as jacuzzis naturais, piscinas com fundo de cristal de quartzo e beleza incomparável.


A melhor época para visitação é de Março a Setembro, pois é quando as chuvas diminuem, melhorando o terreno, tanto para subida, quanto para descida. O Monte Roraima, é o mais alto dos tepuis amazônicos, gigantescas formações rochosas de arenito em forma de mesa, com 2 734 m de altitude. O trekking até o Roraima está entre os mais conhecidos da América do Sul, muito embora ainda atraia mais estrangeiros do que brasileiros. São cerca de 3 000 aventureiros por ano, a maioria sul-americanos e europeus. As variações de temperatura são grandes, e você poderá enfrentar bastante calor de dia e frio à noite, quando a temperatura chega a cair abaixo de 10ºC. No monte, alto, pode fazer perto de 0º C durante a madrugada. Leve um bom saco de dormir e roupa quentinha, mas também camisetas dry-fit, pois a umidade típica da Amazônia torna difícil a secagem das roupas.





Fonte: Wikipédia
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Como Reagir em situações de risco

Você sabe o que fazer em caso de atentado, tiroteio ou qualquer caso em que arrisque a sua vida e de outras pessoas? Certamente é algo terrível, mas devemos saber como agir, pois hoje em dia, pode acontecer em qualquer lugar, com qualquer um. Nesse artigo, serão apontados algumas atitudes que podem ajudar a salvar a sua vida e a de muitas pessoas.



O histórico é enorme: atentado à maratona de Boston, 2013; o atirador do cinema em Denver, 2012; o massacre dos alunos em Realengo-RJ, em 2011; atirador em escola no Colorado, em 2013; os atentados na Russia, ao final de 2013. Estes sendo os mais recentes e com maior repercussão, pois há tantos que chegam a ser incontáveis.


A primeira coisa a se fazer em qualquer situação é estar alerta e confiar nos seus instintos. Ao perceber qualquer atitude suspeita, noticie as autoridades mais próximas e se afaste do local, se possível orientado a maior quantidade de pessoas à fazerem o mesmo. Alerte qualquer atividade suspeita, pois assim fazendo, pode-se evitar um desastre.

Adote um procedimento de segurança. No caso de um tiroteio, tente se abrigar em algum local que suporte os tiros, como uma parede, embaixo de um carro, entre outros. Não se abrigue atrás de portas, mesas, cadeiras, pois essas podem ser facilmente varadas pelos tiros.



Ao ir em grandes eventos, como shows e espetáculos, tente ao máximo ficar próximo às saídas de emergências, ou ao menos localize-as e trace uma rota de fuga até as mesmas. Faça o máximo para não parecer um alvo fácil, não usando roupas de cores chamativas, ou se destacando das demais pessoas no local. Lembre-se que a camuflagem é uma das mais importantes fases da sobrevivência.


Caso de tiroteio em escola, local de trabalho ou espetáculos públicos:


Tendo adotado os procedimentos acima citados, você já tem alguma chance de sobrevivência. Você deve sempre reagir conforme os tiros:
Se estiver na mesma área que o atirador, procure cobertura rápido. Se o atirador abrir fogo, tente se esconder atrás de uma mobília pesada ou outro obstáculo substancial. Se não houver nada perto, fique deitado rente ao chão. Isto vai expor menos seus orgãos vitais e oferecer um alvo menor para o atirador. Ficar deitado e imóvel pode também fazer com que o atirador presuma que você está morto. Fique quieto enquanto ele estiver longe, mas se parecer que ele vai atirar em você, faça de tudo para impedí-lo.

    Se ver o atirador, o seu plano deve ser sempre fugir (quando possível). Se estiver a 6m do atirador, você está dentro do alcance letal, mas a 12 metros, o tiro já é mais difícil. Se ele começar a atirar em sua direção quando estiver fugindo, corra em ziguezague ou em um padrão aleatório. Isto vai reduzir suas chances de ser acertado. Procure uma saída ou esconda-se em uma sala, de preferência com janelas, de modo que você tenha por onde escapar se tiver que sair da sala. Tranque ou coloque uma barricada na porta e desligue a luz. Se a porta não tiver tranca, faça uma barricada com mesas e cadeiras. Talvez seja bom fazer isto só para ter uma segurança extra. Se houver um telefone na sala, chame o número de emergência logo que possível, depois da porta estar trancada e bloqueada.
    Se você ouvir tiros e estiver em uma sala, tranque a porta, faça uma barricada, desligue as luzes e se esconda em silêncio em um local da sala que esteja fora da visão das portas e janelas. Se houver outras pessoas na sala, diga a elas para permanecerem quietas e escondidas. Você não deve sair da sala, uma vez que não sabe onde o atirador está. Chame a polícia ou o número de emergência se houver um telefone. Fique dentro da sala até que o socorro chegue.


    Se ouvir tiros e estiver nos corredores, encontre a saída mais próxima do prédio ou corra para uma sala onde possa se esconder. É melhor sair do edifício, mas se a saída mais próxima estiver na direção dos atiradores ou não puder ser alcançada, vá para a sala mais próxima (de preferência com janelas) para se esconder.
    Se ouvir tiros e estiver no banheiro, sua melhor alternativa é permanecer no banheiro. O atirador pode estar do lado de fora do banheiro, e provavelmente não vai perder tempo verificando os banheiros. Tranque o banheiro se puder. Se tiver sabão, espalhe-o pelo piso com um pouco de água. Pode parecer pouco, mas há uma boa chance do atirador escorregar e você conseguir escapar. Outra coisa que você pode fazer é entrar em um box, agachar-se sobre uma privada e ficar quieto. Chame a polícia se tiver um celular, mas fique o mais quieto possível.
    Se ouvir tiros e estiver ao ar livre, corra na direção oposta aos tiros. Chame a polícia assim que estiver longe. Ajude as outras pessoas que estiverem fugindo do prédio depois de telefonar.
    É burrice atacar um agressor armado, a não ser que não haja outra alternativa. Eles provavelmente já decidiram atirar nas pessoas, e ameaçá-los pode resultar na sua morte e de muitos outros. Deixe o ataque ao atirador para a polícia e para aqueles treinados especialmente para tal.
    Faça o que puder para permanecer vivo, mesmo que isto signifique atacar o atirador. Para desarmar um agressor armado, você precisa mover sua atenção para longe da arma e do plano de ataque. Para isto, você pode arremessar cadeiras, computadores, extintores ou ativar os sprinklers ou o alarme de incêndio. Pegue uma mesa ou outro escudo e vá direto para o atacante. Existe uma chance de que você seja morto no processo, mas se duas ou três pessoas o atacarem ao mesmo tempo, há uma boa chance de que alguém vá conseguir colocá-lo no chão. Civis desarmados que permanecem juntos têm uma chance muito melhor de sobreviver a um ataque.



    Se já estiver a um passo ou dois do atirador, você pode ser capaz de agarrar a arma. Se o atirador estiver virado para você, mova-se rápido, agarre o cano da arma e vire-o para longe de seu corpo. O movimento deve ser o mais preciso e econômico possível. O atirador vai puxar instintivamente a arma para longe de você. Siga o movimento, prendendo firme a arma e jogando o peso de seu corpo para a frente. Use sua outra mão para segurar a outra ponta da arma. Com as duas mãos na arma, você pode dar uma joelhada na virilha do agressor. Uma alternativa melhor neste ponto é girar a arma como se estivesse acelerando uma motocicleta. A arma vai girar e quebrar o dedo do atirador dentro da guarda do gatilho.


    Caso de ataque à bombas, ataque nuclear ou químico
A primeira coisa a ser feita num ataque à bomba é preservar seus sentidos.No caso de uma bomba nuclear, a energia liberada cria uma luz mais brilhante que a do Sol e é capaz de cegar. A explosão também pode estourar seus tímpanos. Para aliviar a pressão sobre os ouvidos, deixe a boca aberta, e para proteger os olhos, cubra os com os braços.


Assim que possível, você deve fugir do local, se puder ajudar alguém faça o mais rápido possível, pois num atentado com bombas, há sempre mais de uma explosão. Não confie nas autoridades que estão muito próximas, principalmente se estiverem reunindo pessoas para alguma possível explicação, pode ser algum outro terrorista ou homem-bomba tentando atrair mais pessoas para uma nova detonação.


No caso de ataque nuclear, só 10% das vítimas que estão a até 1,5 km do epicentro da explosão sobrevivem. As chances melhoram a partir de 3 km: 50% escapam. O risco não está só no impacto da bomba. Uma radiação letal toma conta do local em até 20 minutos. Para não dar de cara com ela, siga a favor do vento. Esconda-se em um lugar subterrâneo, como porões (vale até esgoto no desespero). Se estiver em um prédio, vá para uma sala sem janelas. Tire as roupas e use água e sabão para improvisar uma descontaminação. Esse abrigo deverá ser usado por no mínimo 3 dias, pois esse tipo de explosão provoca um tipo de chuva de partículas radioativas. Iodeto de potássio e Azul da Prússia ajudam na descontaminação por radiação.


Tumultos, manifestações e ações criminosas


É Possível que com alguma frequência, dependendo da região onde se vive, que enfrentemos alguma situação como manifestações populares que por algumas vezes são vistas como brechas para vândalos e saqueadores, ou então conflitos entre grupos criminosos ou gangues de rua, ou mesmo atritos destes com forças policiais e até brigas que se tornam tumultos imensos.


A melhor medida à se tomar numa situação dessas é evitar o local, afastar-se ou esconder-se. Ao ser noticiada uma manifestação, ou início de conflito em um região, tome caminhos alternativos para não se deparar com a mesma. Geralmente esse tipo de ato é claramente comunicado em redes sociais.
Em caso de conflitos armados e ações criminosas, é quase impossível eles serem previstos, então somente a atenção e o instinto podem te ajudar à evitar passar por uma região onde tais situações ocorram, e claro o estudo prévio do local, através de notícias e informações.


Porém, mesmo tomando as atitudes necessárias para evitar tais situações, pode-se ser pego de surpresa. Sendo assim, teremos que encontrar um modo seguro de proteger-nos, lembrando que o melhor modo de isso acontecer é nos afastarmos o mais rápido possível do lugar. Veja todas as rotas de fuga que puder e trace planos para caso estejam bloqueadas, mas afaste-se o mais rápido possível, antes que a situação piore.

Busque um abrigo seguro e neutro. Num atrito entre duas gangues criminosas, por exemplo, não seria muito seguro se abrigar no “território” de uma delas, pois a gangue rival, poderia te ver como um alvo. Proteja-se fora do conflito, se possível; seu objetivo é sobreviver, logo você deve se retirar do local e proteger de possíveis artefatos bélicos, como projéteis, pedras, bombas (caseiras ou não), e pra isso, você deve ter um abrigo seguro, como uma parede de concreto, um carro, ou até mesmo uma caçamba que esteja nas ruas.



Como já dito antes, evite ser um alvo, não use roupas chamativas, não se destaque das outras pessoas e tente não parecer agressivo com nenhuma parcela do conflito. Se for possível ou necessário, demonstre que não tem nada a ver com o ocorrido, fazendo sinais que demonstram que está desarmado e que foi parar lá por mero acaso. Se for possível, identifique-se à algum policial ou autoridade presente, eles são treinados para saber quem é quem numa situação assim, e se você se demonstrar pacífico, será mais fácil não ter problemas.