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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Como Fazer Tecido impermeável



Apresentamos à seguir um método fácil e barato de impermeabilizar tecidos. Optamos por esse método entre outros por ser o mais acessível, também por poder ser usado em situações cotidianas, emergências e situações de crise, pois conta com ingredientes que temos facilmente e que podemos ter em casa, mesmo.




É Necessario para isso: um tecido que se pretenda impermeabilizar, óleo de soja, águarrás, um borrifador e/ou um pincel. Recomenda-se que faça esse processo em dias secos, preferencialmente em um dia de sol. Use luvas e óculos de proteção durante todo o processo.


Prepare o Tecido aspirando-o, tirando toda poeira e sujeira, se for necessário, lave-o e seque totalmente, esse processo é necessário para que a sujeira não impeça que o liquido impregne no tecido e hajam, portanto, falhas no processo e seu tecido não fique totalmente impermeabilizado.




Use 250 ml (ou um copo) de óleo de soja para cada 120 ml de aguarrás. Misture os dois utilizando um pedaço de madeira, não mexa com as mãos para evitar corosão ou queimaduras. Você pode utilizar nesse momento um pincel para aplicação ou um borrifador, e espalhar a substância obtida por toda extensão do tecido. Opte por aplicar dos dois lados, apenas para ter mais segurança e fixação.




Coloque o Tecido para secar ao sol em uma superfície plana, porém, não sendo possível, coloque-o pendurado.


Fonte: Wikihow

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Como utilizar o Relógio Analógico como Bússola


Atenção: O Tutorial à baixo só pode ser utilizado no Hemisfério Sul ( Para o hemisfério Norte, há pequenas alterações.



Encontrando-se numa situação extrema, uma bússola pode ser muito útil, porém, na ausência de uma, ao seguir o tutorial abaixo, podemos utilizar um relógio de pulso para te ajudar.

Bússola Prismática Alemã


O sistema é muito simples. Primeiramente, localize a posição do sol e trace uma linha imaginária entre o sol e o solo.

Aponte o número 12 do relógio para o local onde a linha aponta, sendo essa a direção do sol.
Com o número 12 apontando para a direção do sol, localize o ponteiro menor
Trace a bissetriz interna do ângulo formado entre o número 12 e o ponteiro menor do relógio
Essa linha será a linha norte-sul, sendo que a parte interna indica a direção norte.




Observação importante, treine esse sistema em uma região urbana e faça a aferição do resultado com o relógio analógico com uma boa bússola para se certificar que já dominou a técnica!

Deixe nos comentários se conseguiu dominar a técnica ou se já teve que fazer uso efetivo da mesma em campo!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Como Ler Mapas Topográficos



É essencial para qualquer aventureiro conhecer o local onde se está pisando. Faremos um tutorial simples de como ler mapas Topográficos.




Os mapas Topográficos se diferenciam dos outros, por mostrarem o relevo do local, dando ideia de tridimensionalidade, através de linhas, cores e símbolos. Pode se incluir também:





cultura: estradas, prédios, desenvolvimento urbano, limites, ferrovias, linhas de transmissão de energia
água: lagos, rios, córregos, pântanos, corredeiras
relevo: montanhas, vales, encostas, depressões
vegetação: áreas arborizadas ou não, vinhas e pomares
toponímia: nomes de lugares, nomes de recursos hídricos e nomes de rodovias
Apresenta-se no mapa sempre uma legenda dos símbolos utilizados, e ao meio, apresentam-se também informações importantes, como a forma de determinar as coordenadas de determinado ponto, utilizando dois sistemas: Gauss e UTM e a data dos trabalhos de campo; importante para determinar a atualidade das informações apresentadas na carta.


Para a leitura do mapa é necessário que se saiba interpretar suas cores:

Sépia
(castanho claro)
  • curvas de nível: linhas imaginárias que unem pontos de igual altitude;
  • vértices geodésicos (com a indicação da sua altitude): pequenos pilares de cimento pintados de branco e preto e colocados no topo de elevações ou construções (como moínhos de vento ou depósitos de água);
Azul
  • cursos de água, barragens, lagoas, poços, fontes ou nascentes;
  • linhas de alta tensão;
Vermelho
  • estradas asfaltadas;
  • nomes dos vértices geodésicos;
Preto
  • estradas não asfaltadas, caminhos ou trilhos estreitos;
  • aglomerados populacionais e seus nomes (toponomia);
  • acidentes geográficos: como rochedos;
Verde
  • tipo de vegetação do local (informação não rigorosa).



As curvas de nível permitem-nos mostra a inclinação do terreno: pois quando estão muito próximas demonstram-se mais inclinados e quando afastadas, significam um terreno praticamente plano.



O primeiro número de uma escala é sempre o 1. Esta é a sua unidade de medida, geralmente em centímetro. O segundo número é a distância do solo. Por exemplo, se o seu mapa tem uma escala de 1:24.000, significa que um centímetro no mapa equivale a 24.000 centímetros no mundo real (ou 240 metros). A legenda da escala estará sempre na parte inferior do mapa.
Um mapa de escala 1:24.000 é grande e fornece informações detalhadas sobre a área – isso inclui edifícios, áreas de camping, teleféricos entre outras coisas. Você também poderá ver pontes e estradas em um mapa com esta escala.




No entanto, você pode encontrar mapas com diferentes escalas para a mesma área. A escala diz respeito à sua utilização. Por exemplo, engenheiros precisam de mapas extremamente detalhados e que mostrem o esgoto, linhas de transmissões elétricas e outras informações deste tipo de um município. A escala mais usada para esses mapas é a de 1:600. Se você quer ver uma grande área em um pequeno pedaço de papel e com menos detalhes, uma escala de 1: 250.000 é a melhor.



Outra importante coisa para lembrar sobre um mapa topográfico é que o Norte sempre aparecerá no topo do mapa. Você já pode ter notado que em outros mapas o Norte pode ter sido deslocado para melhor caber na página. Com os mapas topográficos, no entanto, o Norte estará sempre no mesmo lugar.


Fontes:
http://ciencia.hsw.uol.com.br/como-ler-um-mapa-topografico2.htm
   * Bowie, Soren. "Preparing for a Hike Using a Topographic Map." Trails.com. 2008. (Feb. 18, 2009)
      
    * National Resources Canada. "Topo Maps: Frequently Asked Questions." Sept. 20, 2007. (Feb. 13, 2009)
      
    * Reed, Mary. "How to Read a Topo Map." Get Out! 2009. (Feb. 13, 2009)
      
    * Riesterer, Jim. "Map Scales." Geospatial Training & Analysis Cooperative. April 7, 2008. (Feb. 13, 2009)
      
    * U.S. Geological Survey. "Map Scales." Aug. 3, 2006. (Feb. 13, 2009)
      
    * U.S. Geological Survey."Topographic Map Symbols." April 28, 2005. (Feb. 13, 2009)
      
    * U.S. Geological Survey. "Topographic Mapping." Feb. 25, 2008. (Feb. 13, 2009)
     
    * U.S. Geological Survey. "USGS Maps Online Edition." April 13, 2005. (Feb. 13, 2009)
   
Imagens: Google Images


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tutorial: Como fazer Fogo


Numa aventura ou situação de sobrevivência,a parte mais empolgante, e na minha opinião mais importante é acender o fogo. Hoje em dia, contamos com diversas opções para isso, fósforos à prova d'água, isqueiros, pederneiras entre outras coisas. Mas há quem opta por modos mais rústicos ou artesanais para tal, como nós do bushcraft. Citarei nesse texto alguns modos de fazer fogo numa situação em que temos poucos recursos, além dos naturais. 



Para não usar essas técnicas, utilize uma de nossas pederneiras!



Fazer Fogo com água

O método consiste em improvisar uma “lupa” na intenção de concentrar os raios de sol num ponto em que será feito o fogo. Para Tal, você apenas necessita de um saco plástico transparente com água, essa será sua lupa. Dependendo do tamanho da “lupa”, cerca de um metro do seu alvo será suficiente para o acendimento do fogo. Esse método é proporcionalmente eficaz à intensidade da luz do Sol.

Utilizando Latas

Com uma lata você apenas precisa polir as bordas, podendo utilizar até mesmo areia para isso. Outros elementos podem ser utilizados para o polimento, como pasta de dente, pedras finas, lixas, ou qualquer material abrasivo que esteja em seu arsenal. Apontando a lata contra o sol, você deve posicionar um graveto ou tocha onde os raios refletidos convergem, tendo o mesmo efeito que a lupa, sendo que quanto mais forte o sol melhor será seu resultado.

Atrito em uma placa de madeira
Uma das mais chatas e conhecidas técnicas de fazer fogo, consiste em utilizar uma peça de madeira macia com cerca de 45 cm de comprimento e 5 cm de largura que servirá como placa de atrito. Um galho rachado ao meio, ou algo que o valha, salgueiros e álamos fornecem boa madeira para isso e é fácil encontrá-los perto de rios e lagos. Você precisará escavar uma ranhura de 2,5 cm de largura e de 15 a 20 cm de comprimento no centro da placa, a cerca de 5 cm de qualquer das duas pontas. Use uma faca ou uma pedra afiada.
Com a placa no chão utilize um graveto sólido e com uma das extremidades pontiagudas inserido na ranhura, friccionando-o para frente e para trás, formando um pouco de serragem. Após uma pequena quantidade de serragem, eleve a placa, apoiando-a numa pedra, ou até mesmo no joelho. serragem se concentrará na ponta mais baixa da ranhura. Comece então a esfregar a ranhura o mais rápido possível com o graveto, exercendo pressão forte, até que a serragem se inflame, então assopre-a lentamente até conseguir uma chama que você possa usar para iniciar uma fogueira.


Fazer Fogo com auxilio de arco.
Encontre uma pedra que você consiga segurar com uma mão, uma vara de madeira ou graveto, uma placa, como no descrita no método anterior e um arco, de madeira preferencialmente verde, pois é mais flexível.
Com auxílio de uma pedra ou canivete, faça uma depressão como um pequeno furo que não chegue a varar a placa de madeira. Posicione-a no chão e coloque um pouco de mato seco ou serragem sobre o “orifício”, posicione o arco em torno da vara apoiada na depressão. Coloque a pedra sobre a vara apenas para dar apoio e faça movimentos repetitivos do arco, fazendo que a vara gire e crie um pó preto e quente, que acionará o fogo no mato seco ou serragem colocados sobre o orifício.



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tutorial: Como Utilizar uma bússola

 Como Utilizar uma bússola

Na verdade, não há muitos segredos em como utilizar uma bússola. O primeiro passo é segurar a bússola na posição horizontal, pois se ela estiver inclinada, sofrerá influencias gravitacionais.
Recomenda-se que a argola esteja encaixada no polegar do operador, fazendo com que a mão do mesmo apoie a bússola.
O principal “segredo” da bússola é saber trabalhar com o magnetismo sem ter interferências externas. Temos então que estar afastados de qualquer aparelho ou objeto que transmita ou trabalhe com ondas eletromagnéticas, ou ferramentas de metal. Recomendo que siga as seguintes distâncias: Afaste-se no mínimo 60 metros de linhas de alta tenção; 10 metros de linhas telefônicas ou aparelhos celulares, carros e até mesmo cercas de arame farpado; e mantenha no mínimo a distancia de 1,5~2 metros de ferramentas como machados e facões.


                                                       Bússola Portátil Estilo Militar


Azimute:
Azimute é uma medida de abertura angular cujo valor em graus perfaz horizontalmente um circulo que vai do norte geográfico até a intersecção do brilho de uma estrela, refletido na superfície mar, com o horizonte marítimo. Originalmente, representa uma direção definida em função de sua separação angular a um ponto de origem, o Norte astronômico. Ou Seja, É o ângulo formado entre a direção Norte e a direção considerada. O Azimute varia de 0º a 360º.
Segurando a bússola na horizontal, registre o azimute desejado no ANEL GRADUADO, coicidindo o valor em graus com a MARCAÇÃO que tem ao pé da SETA DE DIREÇÃO (ex: na bússola da foto está registrado 360º). Girar o seu corpo até que a parte vermelha da AGULHA MAGNÉTICA fique alinhada novamente com a SETA-GUIA. Aí, é só caminhar na direção indicada pela SETA DE DIREÇÃO.

Referencias Bibliográficas:
 Máximo, Antônio; Alvarenga, Beatriz - Física, ensino médio - Editora Scipione - São Paulo, SP
Gaspar, Alberto - Física, Eletromagnetismo, Física Moderna - Volume 3 - Editora Ática



Tutorial: Como Guiar-se Pelo Cruzeiro Do Sul

Sobre o Cruzeiro do sul



Crux, conhecida como o Cruzeiro do Sul, é uma constelação do hemisfério celestial sul. É a menor de todas 88 constelações.
Esta constelação fica próxima do Polo Sul Celeste. As constelações vizinhas são Centaurus, a norte, leste e oeste, e Musca, ao Sul que também servem para orientação.
Além das suas estrelas principais existem vários objetos de interesse astronômico, como um notável aglomerado estelar, a Caixa de Joias, e uma nebulosa escura, a Nebulosa do Saco de Carvão.
Na falta de uma estrela polar brilhante, no hemisfério celestial austral, o eixo maior formado pelas estrelas Gacrux e Acrux indica o polo sul celeste.


  • α Cru: Acrux (Estrela de Magalhães), de magnitude 0,76 e classe espectral B1.
  • β Cru: Mimosa, magnitude variável e também classe espectral B1.
  • γ Cru: Gacrux (Rubídea), magnitude 1,61 e classe espectral M4.
  • δ Cru: Pálida, magnitude 3,08 e classe espectral B3.
  • ε Cru: Intrometida, magnitude 3,59 e classe espectral K2.


Posicionada ao lado do Verdadeiro Cruzeiro do Sul localiza-se a Falsa Cruz, que é uma falsa constelação que se localiza nas constelações Quilha e Vela.
A Falsa Cruz é um pouco maior que o Cruzeiro do Sul, mas é menos brilhante, e embaixo do braço esquerdo da Falsa Cruz tem uma estrela intrometida chamada Eta carinae, e no Cruzeiro do Sul a estrela intrometida (ε Crucis) fica embaixo do seu braço direito.


Localização Pelo Cruzeiro do Sul



Após utilizar os dados acima para localizar a constelação, meça como preferir a distância entre a Estrela de Magalhães (Acrux) e a Rubídea (Gacrux), e prolongue essa distancia 4 vezes e meia, e a partir do ponto alcançado com essa medição, trace uma linha imaginária perpendicular ao solo, essa linha, localizará o Ponto cardeal Sul. Logo, à retaguarda estará o ponto Cardeal Norte. À bombordo, estará o Leste, consequentemente, à boreste estará o ponto cardeal Oeste.



Referencias bibliográficas:
Michael E. Bakich. The Cambridge Guide to the Constellations (em inglês) pp. 82
Robert Gendler, Lars Lindberg Christensen, David Mali. Treasures of the Southern Sky (em inglês) pp. 12-14
Ian Ridpath. Star Tales - Crux (em inglês).
Felice Stoppa. Le Constellazione di Petrus Plancius (em italiano)Atlas Coelestis.